Opinião | Caruaru: o “vice” e as soluções caseiras em 2024

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Publicado por Redação
8 de junho de 2024 às 07h30min
Foto: Vanuccio Pimentel

Por Vanuccio Pimentel*

Todos sabemos que o prazo para as convenções ainda está distante no calendário. Um mês ou dois meses podem significar uma eternidade na política, pois tudo pode acontecer neste espaço de tempo.

Apesar disso, o assunto mais discutido nas rodas de conversa de política em Caruaru é: quem será o vice? 

No caso do prefeito Rodrigo Pinheiro, esse debate foi bastante antecipado, a partir de uma entrevista na Rádio Cultura no programa Mesa Redonda, quando o prefeito falou abertamente sobre o tema. Àquela altura o prefeito sinalizou que gostaria de ter uma mulher ocupando o posto, o que fez o mercado de apostas direcionar a atenção para as figuras de Dayse Willyanne e Luana Marabuco.

Com as recentes exonerações, o prefeito amplia suas possibilidades e revela mais um passo de sua estratégia: ele já decidiu que será uma solução caseira. 

A solução caseira para o vice é a escolha mais segura em duas situações: a primeira é quando o prefeito vislumbra disputar outro cargo no futuro e deseja manter em seu posto um aliado de absoluta confiança. A segunda é quando se busca uma renovação no grupo ou um processo de sucessão mais seguro, com um aliado de alta confiança.

No caso de Rodrigo Pinheiro, as duas situações são possíveis. O prefeito pode querer deixar o caminho aberto para uma possível disputa em 2026 ou, simplesmente, deseja um aliado fiel para ser trabalhado como seu sucessor.

No caso de Zé Queiroz a situação é parecida. Apesar da especulação sobre as opções para ocupar o cargo de vice, a verdade é que não faz mais sentido tirar outro pré-candidato da disputa para esta vaga. A fragmentação em várias candidaturas é essencial para que a disputa seja encaminhada para o segundo turno. 

A solução caseira para a pré-candidatura de Zé Queiroz também parece ser uma saída natural. Por uma razão crucial: Zé Queiroz precisa construir um caminho sucessório para o grupo político que ele lidera, e para casos assim, ter ao seu lado alguém de absoluta confiança é fundamental.

Mas, como dissemos, até as convenções tudo pode acontecer.

*Mestre e doutor em Ciência Política (UFPE)

Redação

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