As costuras de João Campos para ampliar a bancada do PSB na Alepe 

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Publicado por Redação
29 de fevereiro de 2024 às 12h30min
Foto: Rodolfo Loepert

Apesar de ainda não haver confirmação oficial, desde ontem à tarde, nos corredores da Alepe, já é dada como certa a nomeação do deputado estadual Diogo Moraes (PSB) como secretário de Saneamento do Recife. A pasta era comandada por Tomé Franca, que era indicado do Republicanos, e agora está com George Scavuzzi no cargo. 

De acordo com o que o Blog Cenário apurou, a discussão para levar Diogo ao governo municipal foi iniciada entre o prefeito João Campos (PSB) e o presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), com o intuito de aumentar a bancada do PSB na Casa. 

Com a nomeação de Moraes, o suplente, o vereador do Recife Davi Muniz, se tornaria deputado, garantindo, assim, a fidelidade dele ao partido. O parlamentar já vinha se preparando para assumir uma cadeira na Alepe, no lugar de Jarbas Filho (MDB). O emedebista foi eleito pela legenda socialista, o que, na ausência dele, garante a vaga na suplência para o socialista, ampliando para 13 o número de deputados do PSB.

Jarbinhas e Fernando Dueire vêm mantendo conversas com a governadora Raquel Lyra (PSDB), para que o deputado ocupe, provavelmente, a Secretaria de Turismo de Lazer, após a saída de Daniel Coelho – que será candidato a prefeito do Recife. Se Davi Muniz fosse alçado deputado pelas mãos de Raquel, ficaria condicionado ao Palácio.

Mas as articulações que vêm sendo feitas por João Campos dependem, necessariamente, das movimentações da governadora tucana. Caso seja mantida a ida de Jarbas Filho para o Estado, o PSB terá mais uma vaga na Casa, já que o outro suplente, Júnior Matuto, assumiria mais essa nova vaga, aumentando para 14 o número de cadeiras do PSB na Alepe. 

Só que o cálculo político vai ainda mais além dos números, porque Matuto é pré-candidato a prefeito do Paulista e, caso vença, fará com que Cayo Albino (PSB), filho do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), assuma a eventual 14ª vaga. 

Por enquanto, essa dança das cadeiras de forma mais ampla, ainda não passa de suposições de bastidor, já que dependerá, inicialmente, da nomeação de Jarbinhas. Se o emedebista decidir indicar alguém para o cargo do Estado, permanecendo com suas funções na Assembleia, apenas Davi Muniz entra na jogada – capitaneado pela saída de Diogo -, o que não deixa de ser um ganho para a bancada socialista, que tira de Raquel um potencial novo aliado, interferindo diretamente na base dela da Alepe.

Redação

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