João Doria segue enfrentando resistências ao seu nome

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Publicado por Karol Matos
15 de maio de 2022 às 16h00min
Foto: Divulgação

Em uma carta vazada neste domingo (15), o presidenciável pelo PSDB, João Doria, detonou o presidente nacional do seu partido, Bruno Araújo, pelas tentativas para rifar sua pré-candidatura legitimada pelas prévias que elegeram o ex-governador de São Paulo como o nome do partido para concorrer ao Palácio do Planalto.

Mais uma vez, Doria deixou claro que não tem intenção de ser vice da senadora Simone Tebet, pré-candidata à presidência pelo MDB. No texto, ele exige que o presidente do PSDB, que vem negociando com MDB e Cidadania um nome único para a terceira via, respeite o estatuto do partido e o resultado das prévias.

“Ir na contramão ou além dos poderes outorgados pelo estatuto, como sabido, constitui abuso de poder, ato antijurídico passível de correção pela via judicial inclusive”, disse João Doria.

Na carta, ele ainda afirma que está “à disposição do partido para formação de projetos com outras agremiações”, mas que não será vice. “Não abrimos mão da posição de protagonista no projeto nacional do nosso partido”, escreveu. 

Depois do vazamento do conteúdo da carta, em poucas palavras, o ex-presidente do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, defendeu João Doria. “Agiu bem o candidato João Doria. Ressaltando que o resultado das prévias deve ser respeitado”, escreveu no Twitter.

O posicionamento foi o suficiente para provocar uma resposta à altura do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire. Em resposta direta, também pelo Twitter, ele ratificou que Doria sempre foi o candidato do PSDB, mas poderá ou não ser o da terceira via. 

“Caro FHC, com todo respeito, em nenhum momento dos diálogos em busca da candidatura única da terceira via e desde quando ainda lá participava o União Brasil, as prévias do PSDB sempre foram acatadas: João Doria era o candidato do PSDB. O da unidade poderá ser ou não. Com admiração”, respondeu.

No início das negociações, o grupo formado por PSDB, MDB e Cidadania ainda contava com o União Brasil, que tinha o presidente Luciano Bivar como pré-candidato à presidência. Com a saída do União das discussões, Doria e Tebet continuam travando uma guerra interna sobre quem será o nome a encabeçar a chapa que representará os três partidos restantes. Debate que ainda deve render até agosto.

Karol Matos

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